sábado, 17 de janeiro de 2015

Cento e três

Assentada em poesia passageira,
hora exprimida, hora dançada.
No balanço descontrolado
Desse corpo quadrado.

Ah Mirela, esse apanhado de palavras
faz-se poesia.
Na travessia das ruas povoadas
por corpos quadrados,
povoados de corpos com alma.

Sabe o quanto há de poesia
numa alma?
Imagina então o quanto de poesia
há na Rodoviária!

Ah Mirela,
esses corpos ainda não sabem,
mas o que chamam de fluxo de energia
É, na verdade, trânsito de corpos em poesia.

Gris

Março, 2014

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