Caiu. Caí.
Caia também e se permita cair.
Ca - ida. Cá e ida.
Caia na queda da ida ao tombo do
tropeço
espatifado no encontro dos que caem.
Quer ida, queria ser queda ao
tropeçar com a vida.
Tropeçaram indo à queda, quando da
queda já estavam caídos.
Do cair tropeçaram com o distante,
esbarraram no adiante
e se perceberam estirados na queda,
vestidos de horizonte.
Flutuaram nos tropeços de uma queda
rasteira:
muito mais terra e ar entre o sujeito
e a própria queda.
Porque, já no chão, ela ainda caía,
os olhos caíam e iam,
iam caindo por sobre o manto tecido
por tantas outras quedas estendidas ao longe...
E tão perto, tão térreo, mas, cheio
de ar.
O sujeito caído, vítima do tropeço na
queda e, agora,
vestido de horizonte,
pairou sobre esse instante,
esvaziou-se de terra e encheu-se de ar para,
ali adiante, calcar a terra com vento
nos pés,
mas,
cheio de alma.
Sabia que, passado o mesmo instante,
cairia ao tropeçar consigo mesmo,
no infinito aéreo de um sujeito
térreo,
à procura de alma.
Procura-se:
O Sujeito.
O Vento.
A (T)erra.
A Queda.
O (T)ropeço.
O Distante.
E a própria alma.
Gris
Junho, 2014
Nenhum comentário:
Postar um comentário