G chora, soluça, engole e chora...
(Mesmo estando vestida de bailarina ela chorava. Como assim? Bailarinas choram? Quanta covardia... Não deveria).
Eu pergunto o porquê do choro.
J explica que G está com medo, medo da chuva.
(Ora Sr.ª Chuva, você bem que podia ser mais cautelosa, tenha mais cuidado mocinha!)
Convidei G para ir conhecer a chuva.
(Mesmo estando vestida de bailarina ela chorava. Como assim? Bailarinas choram? Quanta covardia... Não deveria).
Eu pergunto o porquê do choro.
J explica que G está com medo, medo da chuva.
(Ora Sr.ª Chuva, você bem que podia ser mais cautelosa, tenha mais cuidado mocinha!)
Convidei G para ir conhecer a chuva.
Chuva(ia) forte. J nos acompanhou.
Paramos diante da porta de vidro e, do outro lado, o céu se desmanchava para nós.
Apalpamos o céu. Sim, o céu.
Atravessamos pela porta e G estendeu as mãos para se lambuzar de céu.
Chuva é o céu derretido.
G e J beberam do céu. Lavaram os rostos com o céu.
E no lugar que pingavam lágrimas, agora desliza chuva.
De volta à sala, nós outra vez dançamos.
Paramos diante da porta de vidro e, do outro lado, o céu se desmanchava para nós.
Apalpamos o céu. Sim, o céu.
Atravessamos pela porta e G estendeu as mãos para se lambuzar de céu.
Chuva é o céu derretido.
G e J beberam do céu. Lavaram os rostos com o céu.
E no lugar que pingavam lágrimas, agora desliza chuva.
De volta à sala, nós outra vez dançamos.
Gris
Novembro, 2012
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